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VERSTAPPEN VOLTA A VENCER EM CORRIDA CAÓTICA NA MALÁSIA

A Fórmula 1 entregou neste fim de semana uma daquelas corridas em que velocidade, estratégia e capacidade de adaptação valeram praticamente na mesma proporção. Em uma prova marcada pela chuva, escolhas erradas de pneus, mudanças constantes nas condições da pista e um abandono decisivo para o campeonato, Max Verstappen venceu o GP do Bahrein disputado excepcionalmente no circuito de Sepang, na Malásia. Foi a primeira vitória do holandês na temporada de 2026 e também a primeira da nova parceria Red Bull Ford Powertrains.

E o nome oficial da corrida pode causar estranheza: GP do Bahrein na Malásia. A etapa foi realizada em Sepang, que voltou a receber a Fórmula 1 depois de quase uma década fora do calendário. E o retorno não poderia ter sido mais movimentado.

Verstappen largou na pole, mas uma forte chuva antes da corrida transformou completamente o cenário. O início foi atrasado e houve problemas durante os procedimentos de largada. Quando finalmente a corrida começou, a pista ainda estava molhada, mas secando rapidamente. Era exatamente o tipo de situação em que uma decisão errada poderia destruir uma corrida inteira.

A ESCOLHA DOS PNEUS MUDOU A CORRIDA

Red Bull e Mercedes optaram pelos intermediários com Verstappen, Kimi Antonelli e George Russell. A Ferrari tomou um caminho diferente e colocou Lewis Hamilton e Charles Leclerc nos pneus macios. A aposta foi ruim naquele momento.

Hamilton e Leclerc despencaram no pelotão. Leclerc ainda sofreu um contato e precisou parar cedo, chegando a aparecer no fundo da classificação. Curiosamente, Hamilton permaneceu mais tempo com os pneus de pista seca e, conforme o asfalto melhorava, conseguiu fazer a estratégia começar a funcionar. Depois disso, iniciou uma excelente recuperação.

Na frente, Verstappen mostrou novamente uma característica que sempre o diferenciou: sua enorme capacidade de encontrar aderência em condições complicadas. Mesmo depois de perder posições no início, recuperou terreno, assumiu o controle da corrida e administrou a vantagem em uma prova na qual praticamente nada permaneceu estável por muito tempo.

Antonelli também fez uma corrida extremamente madura. O italiano chegou em segundo e, embora não tenha conseguido enfrentar Verstappen pela vitória no final, conquistou um resultado talvez ainda mais importante pensando no campeonato.

RUSSELL PERDE MUITO MAIS QUE UMA CORRIDA

George Russell caminhava para um terceiro lugar que seria fundamental para limitar os danos na disputa pelo título. Mas, nas voltas finais, sua Mercedes apresentou um problema na unidade de potência e parou na reta principal.

O abandono provocou a entrada do Safety Car e mudou novamente a corrida. Mais importante: transformou completamente a situação do campeonato.

Russell saiu da Malásia sem marcar pontos, enquanto Antonelli acrescentou mais 18 à sua conta. A diferença entre os dois companheiros da Mercedes agora é gigantesca: 84 pontos.

O Safety Car ainda agrupou o pelotão para as últimas voltas, mas Verstappen resistiu à pressão e cruzou a linha apenas 2,307 segundos à frente de Antonelli. Hamilton completou uma recuperação impressionante e terminou em terceiro, enquanto Leclerc, depois de chegar ao fundo do pelotão, terminou em quarto.

A Ferrari, portanto, conseguiu transformar uma decisão estratégica inicialmente desastrosa em terceiro e quarto lugares. Ainda assim, fica a pergunta inevitável sobre até onde Hamilton poderia ter chegado se tivesse começado a corrida com os pneus intermediários.

A McLaren também viveu uma tarde complicada. Oscar Piastri terminou em sexto, enquanto Lando Norris foi apenas o nono. Norris chegou a sair da pista durante o período de Safety Car depois de quase atingir a traseira do carro de Piastri e posteriormente recebeu uma reprimenda.

Fernando Alonso também merece destaque. Em uma temporada bastante difícil para a Aston Martin, o espanhol conseguiu levar o carro ao oitavo lugar, seu melhor resultado no campeonato até aqui.

RESULTADO DO GP DO BAHREIN NA MALÁSIA

1º Max Verstappen — Red Bull
2º Kimi Antonelli — Mercedes
3º Lewis Hamilton — Ferrari
4º Charles Leclerc — Ferrari
5º Isack Hadjar — Red Bull
6º Oscar Piastri — McLaren
7º Liam Lawson — Racing Bulls
8º Fernando Alonso — Aston Martin
9º Lando Norris — McLaren
10º Arvid Lindblad — Racing Bulls
11º Nico Hülkenberg — Audi
12º Lance Stroll — Aston Martin
13º Franco Colapinto — Alpine
14º Oliver Bearman — Haas
15º Esteban Ocon — Haas
16º Pierre Gasly — Alpine
17º Carlos Sainz — Williams
18º Gabriel Bortoleto — Audi
19º Sergio Pérez — Cadillac
20º George Russell — Mercedes — DNF
Alexander Albon — Williams — NC
Valtteri Bottas — Cadillac — NC

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO

Depois de 16 etapas, Kimi Antonelli começa a construir uma vantagem que deixa de ser apenas confortável e passa a colocar enorme pressão sobre seus adversários.

1º Kimi Antonelli — 320 pontos
2º George Russell — 236
3º Lewis Hamilton — 214
4º Charles Leclerc — 191
5º Lando Norris — 188
6º Max Verstappen — 188
7º Oscar Piastri — 128
8º Isack Hadjar — 96
9º Liam Lawson — 65
10º Pierre Gasly — 41

A situação de Antonelli começa a ficar muito interessante. São 84 pontos de vantagem sobre Russell, e o abandono do britânico em Sepang pode acabar sendo lembrado como um dos momentos determinantes deste campeonato. Verstappen, por outro lado, parece ter encontrado tarde demais o carro capaz de colocá-lo novamente no lugar onde se acostumou a estar. Sua vitória não o recoloca imediatamente na briga pelo título, mas mostra que a Red Bull voltou a representar uma ameaça real.

E talvez essa seja a melhor notícia para quem acompanha a Fórmula 1. Sepang mostrou novamente como uma pista larga, rápida, técnica e com possibilidades reais de ultrapassagem pode produzir uma corrida imprevisível. A chuva ajudou, evidentemente. Mas o circuito também fez sua parte.

A Fórmula 1 segue agora para Singapura, entre 9 e 11 de outubro, com uma novidade: Marina Bay receberá um fim de semana com Sprint. Para Antonelli, será mais uma oportunidade de aproximar as mãos do título. Para Russell, começa a faltar margem para erros. E para Verstappen, talvez tenha começado uma nova corrida: não necessariamente pelo campeonato de 2026, mas para mostrar que a Red Bull voltou ao jogo.

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